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domingo, 6 de março de 2016

Relato da experiência com Matriciamento em psiquiatria nas Unidades Básicas de Saúde

RESUMO
Esse trabalho descreve a experiência do matriciamento com a especialidade médica psiquiatria com as unidades básicas de saúde da região III São João – Bonsucesso, tendo como objetivo ampliar e qualificar o acesso do paciente a rede de atenção psicossocial.O trabalho ocorreu com encontros entre a especialidade médica psiquiatria, equipe da atenção básica, equipe de apoio (NASF / NAAB) e CAPS, para as discussões de casos e de forma compartilhada construir a terapêutica para cada paciente, de forma a possibilitar a integralidade da assistência a saúde, onde os profissionais envolvidos

PALAVRAS-CHAVE
matriciamento, redes de atenção, clínica compartilhada

INTRODUÇÃO
O matriciamento consiste em uma nova forma de pensar saúde, onde duas ou mais equipes de forma colaborativa e compartilhada constroem uma proposta de intervenção terapêutica, esse processo permite ainda a troca de saberes pela equipe multiprofissional envolvida, favorecendo a aproximação entre as especialidades e a atenção primária. (Ministério da Saúde, 2011) A clínica ampliada segundo ministério da saúde é o desfio de ver o paciente de modo singular, onde todos os envolvidos assumem a responsabilidades sobre os usuários dos serviços de saúde, quando necessário busca ajuda intersetorial, reconhece e estabelece troca de saberes entre os profissionais de saúde, assumindo um compromisso ético profundo. As Redes de Atenção à Saúde (RAS) é um sistema para organizar as ações de saúde, de forma a garantir a integralidade do cuidado, com a intenção de uma maior eficácia na gestão a saúde, para contribuir para o avanço do processo de efetivação do SUS. (Ministério da Saúde, 2010).

OBJETIVO
Ampliar e qualificar o acesso dos usuários do sus a rede de atenção psicossocial, promovendo uma saúde mental de qualidade.

METODOLOGIA
O Departamento Regional de Saúde São João – Bonsucesso com a participação dos profissionais técnicos que constituem a referência de núcleo de apoio a atenção básica, a rede de atenção psicossocial, a regulação de especialidades, gerência técnica e a diretora do departamento, propuseram e articularam um método de trabalho para o matriciamento entre os médicos psiquiatras e a unidades básicas de saúde. O primeiro encontro realizado tinha como foco sensibilizar os profissionais médicos das unidades de saúde sobre a realidade da saúde mental em nosso território, encontro conduzindo pelos médicos psiquiatras da especialidade com presença também do CAPS, as reuniões subsequentes foram agendados no território da atenção primária, com a participação da equipe da unidade (médicos, enfermeiros, atendente SUS, agente comunitário de saúde), a especialidade psiquiatria e profissionais da equipe NASF e NAAB. Nesses encontros foram realizados discussões dos casos, onde os profissionais apresentavam para os demais, o histórico do paciente, bem como anamnese dos pacientes que haviam sido encaminhados para psiquiatria e aguardam vaga para agendamento da consulta.

RESULTADOS
As reuniões de matriciamento propiciaram aos profissionais participantes a possibilidade de reconhecer os pacientes que necessitam de atenção psicossocial, identificar o funcionamento do trabalho em rede e por muitas vezes de forma intersetorial, bem como realizar a clínica compartilhada e a importância da família na terapêutica do paciente, promovendo uma atenção a saúde de forma integral. A ampliação do acesso foi um dos resultados desse trabalho, onde atualmente cerca de 700 pacientes realizam acompanhamento compartilhado com a especialidade e a equipe da atenção básica, onde nesse momento apenas dispomos de vinte horas da especialidade de psiquiatria na região de saúde São João – Bonsucesso, qualificando o acesso para os pacientes que apresentam agravo a saúde mental e permitindo acompanhamento de forma periódica. A realização desse novo processo de trabalho iniciado a aproximadamente há um ano favoreceu a aproximação da especialidade com a atenção básica, tendo sido realizado até o momento dezessete encontros no território para o matriciamento, nesses discutidos 432 casos.

CONCLUSÃO
Concluímos que o desenvolvimento desse trabalho estreitou as relações de trabalho, fomentando a importância do trabalho em rede de atenção, ampliando o olhar para a clínica compartilhando e que dessa forma garantiu aos pacientes acesso a uma assistência qualificada.

REFERÊNCIAS
Guia prático de matriciamento em saúde mental / Dulce Helena Chiaverini (Organizadora) [et al.]. [Brasília, DF]:Ministério da Saúde: Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 2011.
Matriciamento em saúde mental na Atenção Primária: uma revisão crítica (2000-2010) Karen Athié. Universidadedo Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sandra Fortes. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). PedroGabriel Godinho Delgado. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 
Psiquiatria no século XXI: transformações a partir da integração com a Atenção Primária pelo matriciamento. Sandra Fortes, Alice Menezes, Karen Athié, Luiz Fernando Chazan, Helio Rocha, Joana Thiesen, Celina Ragoni,Thiago Pithon, Angela Machado. 
MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria-Executiva Núcleo Técnico da Política Nacional de HumanizaçãoHumanizaSUS A CLÍNICA AMPLIADA Série B. Textos Básicos de Saúde Brasília ? DF 2004 © 2004Ministério da Saúde.

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