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sexta-feira, 8 de abril de 2005

Um gênio admirado pela família

Com seis anos garoto superdotado é atraído pelas novas tecnologias


Rafael, de seis anos, é um garoto hiperativo que surpreendeu toda a família quando começou a ler algumas letras aos três anos. Na época, a preocupação era com a formação da personalidade do garoto. Somente em alguns momentos uma das tias sentava ao seu lado para despertar o gosto pelo estudo. Em pouco tempo, as primeiras palavras foram decifradas e Rafael foi matriculado numa escola infantil. Seu ótimo desempenho revelou que Rafael é um dos poucos brasileiros superdotados.

A enorme curiosidade faz com que os superdotados procurem campos pouco explorados pelos outros. Rafael é fascinado por videogames. Ele conseguiu terminar um jogo em um dia. "O primo dele demorou uma semana para chegar ao final", explica sua irmã Graziela Castro.

Rafael parece dialogar com as novas tecnologias. Quando a família decidiu fazer uma assinatura de televisão paga, naturalmente teve dificuldade com a instalação do aparelho decodificador. Como acontece com todo brasileiro, o manual de instruções pouco esclareceu e a saída era tentar até conseguir. Depois de algum tempo todos desistiram, menos o notável Rafael. "Nosso avô ficou horas tentando e o Rafael não levou mais do que dez minutos", diz a irmã com grande satisfação.

Na escola o esperto Rafael apresenta um notável desempenho. O relacionamento com os colegas é de real companheirismo. Ele conquista muitos amigos, só que em determinados momentos não lança mão de suas vontades ou opiniões. "Às vezes ele briga com os amigos porque é muito teimoso. Se alguém não concorda com ele não é mais amigo", revela Graziela.

A irmã comenta que Rafael não é uma criança agressiva. Somente em algumas ocasiões sua mãe esteve na escola para conversar com a professora sobre as discussões de Rafael na sala de aula. Outra dificuldade é a insistência do garoto questionar as lições. "Quando ele acha que a professora está errada diz que não vai aprender errado e cria sua teoria", explica a irmã.

A família nunca procurou apoio psicológico para o garoto. Todos sabem que é importante incentivar seu interesse pelo conhecimento. Eles acreditam que não podem influenciar na escolha de sua profissão. "Ele ainda não disse o que quer ser no futuro, mas ainda é muito cedo para pensar nisso", conclui Graziela.

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