Rádio

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Japão Paulistano na TV

O trailer de Japão Paulistano foi escolhido pelos internautas do site Fiz TV do Grupo Abril para ser exibido nesta semana na TV paga.

O programa Fiz Lugares vai mostrar o documentário que comemora o centenário da imigração japonesa e destaca ainda a importância das tradições para a comunidade oriental. A busca pela preservação dos costumes genuínos. O deslocamento das famílias japonesas por São Paulo neste século. E descobre a contribuição do povo oriental na formação da cultura brasileira.

O Fiz Lugares: Japão Paulistano vai ao ar nesta segunda-feira (10/12/2007) às 23 horas e com reprise na quinta (13) às 16h15, sexta (14) às 14h e sábado (15/12) às 20 horas no Fiz, canal 16 da TVA e canal 20 da TVA Digital.


Você pode rever o programa na tela abaixo.

Assista ao vídeo, clique aqui.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Documentário: Japão Paulistano

Assista ao documentário Japão Paulistano. A reportagem apresenta as manifestações da cultura japonesa na cidade de São Paulo. Até aí, é fácil cumprir a tarefa. Você deve estar pensando: "Basta tirar um sábado e um domingo para gravar na Liberdade, reduto dos japoneses na capital e blá, blá, blá... " Chutou na trave. É lógico que qualquer pessoa - principalmente um jornalista - busque informações e fontes muito acessíveis. E a originalidade? Por isso, decidimos encontrar essas manifestações em outros bairros, além da Liberdade. Tanto pelo desafio quanto por um detalhe: os japoneses hoje não freqüentam tanto o bairro como há alguns anos. A região é ocupada principalmente por coreanos e chineses. Alguns descendentes de japoneses ainda moram por lá, mas a maioria se espalhou por São Paulo. Outros moram próximo ao Centro e trabalham na Liberdade. Bem-vindo a nossa viagem. Descubra conosco um pouco dessa comunidade que contribui para a formação da cultura paulistana -- se é possível definir o que é próprio de São Paulo sem misturar a cultura de outros estados e países -- atualmente.

Assista ao vídeo no Youtube, clique aqui.

domingo, 19 de agosto de 2007

“Os próprios japoneses não preservam a tradição”, afirma imigrante

Dez da manhã de uma sexta-feira de março. Cinco idosos estão calmamente sentados na biblioteca do Bunkyo – nome dado às instalações da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, sediada no bairro da Liberdade.

Enquanto lêem jornais e livros em japonês, podemos observar a quantidade de títulos existentes na biblioteca. As estantes abrigam romances, vídeos, revistas, jornais, mangás. A maioria disponível no idioma nipônico. A sala ampla e bem iluminada conta ainda com grandes mesas de estudo decoradas com pequenas orquídeas ao centro.

Curiosamente, os presentes estão sentados em mesas distintas. O silêncio é imprescindível. Aliás, a tranqüilidade característica do povo oriental se personifica entre os visitantes do Bunkyo já na portaria. Sem esquecer que estamos a poucos metros da Radial Leste. O silêncio e o ruído do tráfego convivem em harmonia na região

É neste ambiente que conversamos com Tsuyoshi Ishibashi. Responsável pela biblioteca, o simpático senhor que conhece cada item do acervo como quem conhece a um filho. Ele revela que a Liberdade hoje é muito diferente da época em que chegou à São Paulo.

Durante a busca por materiais sobre a cultura japonesa em língua portuguesa entre os corredores, conhecemos um pouco mais deste imigrante.

Japão Paulistano – Quem visita hoje o Bunkyo?

Tsuyoshi Ishibashi – Vocês podem notar que são poucas pessoas que vêm aqui. A maioria são idosos que procuram se informar da comunidade tanto aqui como no Japão. O número tem caído.

JP – Os jovens procuram a biblioteca?

Ishibashi – Quase ninguém. Só mesmo os idosos. E mesmo entre eles, a freqüência diminuiu.

JP – Como o senhor explica essa queda?

Ishibashi – É que muitos filhos e netos de japoneses nem sabem o idioma. É muito triste. Não tem desculpa. E os mais velhos acabam morrendo. Assim, menos pessoas vêm aqui. E nessas prateleiras está a nossa cultura. Mas se um descendente de japonês não sabe a língua, ele não vai conseguir entender o espírito que tem nesses livros porque não dá pra traduzir a cultura. E ela vai sumindo aos poucos.

JP – O número de japoneses na Liberdade também diminuiu.

Ishibashi – A Liberdade está sendo tomada pelos chineses e coreanos. Mas não acabou. A japonesada é igual a tiririca, estão em todos os lugares. O bairro aqui ainda é o centro onde todos se encontram.

O bibliotecário pede uma pausa para atender aos novos visitantes. Enquanto isso, deixa alguns livros sobre a ocupação da Liberdade. O bairro fora escolhido estrategicamente pelos primeiros imigrantes porque está localizado junto ao centro, o que facilitava a locomoção para seus locais de trabalho. Depois da década de 1970 com a construção da Radial Leste, muitos japoneses mudaram-se para outros bairros, mas continuam freqüentando a região.

JP – Quando o senhor percebeu a mudança na cultura japonesa?

Ishibashi – Os japoneses estão mudados desde o final da Segunda Guerra. Até mesmo no Japão. Os próprios japoneses já não preservam as tradições, os costumes. Eu ainda orientei meus filhos como aprendi. Sempre orientando para que eles estudassem. Eles até chegaram a começar a faculdade, mas hoje trabalham com música no exterior. A gente sabe que é difícil sobreviver de arte, mas eles gostam do que estão fazendo.

JP – O senhor mora na Liberdade?

Ishibashi – Não. Eu moro em Higienópolis e venho aqui sempre. Eu gosto deste lugar.

domingo, 22 de julho de 2007

Mercado Editorial: Livro de bolso: pagar pouco, aprender muito

Ele vai a todo lugar com você. Não requer muito dinheiro e tem conteúdo. É o livro de bolso. O formato surgiu no Brasil com a "Coleção Globo", lançada na década de 30 – mesma época em que os “pocket books” nasceram nos Estados Unidos, empobrecidos pela recessão da economia norte-americana em 1929.

Para Daniel Teodoro, professor de matemática e um assíduo leitor do formato, o melhor do livro de bolso é o seu tamanho. “Outra vantagem é que encontro para comprar esses livros na farmácia, no metrô e até no posto de gasolina”, declara Daniel. Ele também acredita que comprar três ou quatro livros pelo preço de um é o diferencial desse tipo de publicação.

A reportagem do Parada Obrigatória pesquisou os principais títulos de duas editoras em livrarias e bancas de jornal de São Paulo e concluiu que todo o catálogo de “pocket book” custa, pelo menos, a metade do preço das edições normais.


O livro de bolso é a principal forma de democratizar e popularizar os clássicos da literatura, que ainda são muito caros para o poder de compra da maioria dos brasileiros. Os livros de bolso não são direcionados a nenhum tipo de público, já que é possível encontrar desde obras de Machado de Assis às tirinhas do Hagar.

Um estudo do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto revela que o preço médio do livro brasileiro em 2005 subiu 3,76% se comparado ao ano de 2004. Em dezembro de 2004, o custo médio de um livro era de R$ 34,07. E em dezembro de 2005 o valor chegou a R$ 35,35, o que representa 10% do salário mínimo. O departamento analisou a variação dos preços de capa de mais de 85 mil títulos de 1.236 editoras de todo o país.

Caio Donini, proprietário de uma editora e também fanático por livros, diz que compra livros de bolso essencialmente por causa do preço. “Vale lembrar também que, por serem impressos com papel jornal, eles são mais leves e assim posso levar de um lado para o outro”, ressalta Caio. Porém, o professor Daniel acredita que faltam livros desse formato com conteúdo didático e paradidático na área de matemática.

Já Caio - que geralmente lê os importados, pois, segundo ele, no exterior a cultura do "pocket book" é muito mais difundida que aqui – pensa que no Brasil os livros de bolso ainda se resumem a obras de domínio público e obras menores (entre 90 e 140 páginas). “Eu gostaria de ver autores consagrados e suas obras recentes em formato de bolso, como, por exemplo, ‘Comédias da Vida Privada’, de Veríssimo”, declara Caio.

A popularização do formato nos grandes centros do país incentiva o mercado editorial. O crescimento nas vendas despertou as editoras a investirem em novas estratégias de distribuição. Disponibilizar o livro de bolso em lugares de fácil acesso também aumentou o lucro do segmento em 20% no ano passado. A Associação Nacional de Editores de Publicações prevê que em 2006 o mercado cresça mais 20%.

Preço: diferença entre ‘normal’ e ‘bolso’ chega a 87%

A reportagem do Parada Obrigatória pesquisou em livrarias e bancas de jornal da Grande São Paulo a diferença entre o preço de diversos títulos no formato convencional e de bolso. A maioria dos títulos em tamanho reduzido custa, pelo menos, a metade do formato tradicional.

Pela Companhia das Letras, a coleção Companhia de Bolso possui entre os títulos “A jangada de pedra”, do escritor português José Saramago. Nossa equipe apurou que o livro é encontrado por R$ 44,00 na sua versão normal. Já o formato “pocket” custa, em média, R$ 19. A diferença, neste caso, é de 55,7%.

A editora L&PM possui um catálogo de livros de bolso especializado nos clássicos da literatura luso-brasileira. O romance “Cinco minutos” de José de Alencar pode ser encontrado pela metade do preço da edição normal.

Veja as editoras, títulos e descontos que você encontra no formato de bolso:

Os campeões da Companhia das Letras

Livro

Diferença de preço entre a versão normal e a de bolso

Che Guevara – a vida em vermelho (Jorge G. Castañeda)

45,9%

O povo brasileiro (Darcy Ribeiro)

49%

Clarissa (Érico Veríssimo)

50%

Nova antologia poética (Vinicius de Moraes)

50,7%

Agosto (Rubem Fonseca)

50,7%

Estação Carandiru (Dráuzio Varella)

53,1%

Entre o céu e o mar (Amyr Klink)

57,9%

O processo (Franz Kafka)

58,2%


As pérolas da L&PM


Livro

Diferença de preço entre a versão normal e a de bolso


A viuvinha (José de Alencar)

55,4%


Édipo Rei (Sófocles)

57,7%


Auto da barca do inferno (Gil Vicente)

68,4%


Discurso do método (René Descartes)

74,2%


Broqueis (Cruz e Souza)

87,5%


(09/05/2006)

Editorial

Nestas edições do Voz Universitária, toda a equipe se esfoçou para representar o pensamento universitário em duas páginas quinzenais.

O desafio foi grande, mas acreditamos que o nosso objetivo foi alcançado. Esperávamos reportar os sentidos e as percepções dos jovens evitando a reprodução dos enfoques que já preenchiam grande parte dos impressos.

Nossa meta é conversar com você, leitor. Deixar clara a importância de que você compreenda apuradamente temas atualíssimos; valorizando as comparações com a História e com outros fatos do cotidiano.

Nossa postura é despertar a mobilização a favor da melhoria da nossa vida universitária. Mas que ela seja obtida de forma organizada. Com decência e argumentos convincentes. Sem bagunças ou ofensas a quem trabalha por nós.

Nas entrevistas priorizamos o depoimento da personagem. Deixamos o entrevistado falar com paixão, ter orgulho da informação e do serviço prestado ao público.

Esperamos, enfim, que essa nossa experiência jornalística seja válida para nossa formação. Mas também que desperte a curiosidade pelo debate das "formas" de apurar as notícias.

sábado, 31 de março de 2007

SPO Vendas / Comércio

Comerciantes comemoram crescimento das vendas em São Paulo e se preparam para fechar bem o semestre.

// RODA VT //

O crescimento da renda do consumidor explica o aumento das vendas no comércio nesse início do ano.
O setor cresceu doze por cento desde janeiro.
O verão prolongado ajudou a vender bem. Mas é hora da mudança de estação.

// STAND UP //
* GC REP: RODRIGO ALMADA
SÃO PAULO
Os lojistas garantem que estão prontos para a próxima estação. Vale saber agora se estas estratégias vão atrair o consumidor.

// SONORA - RENATA // “Já colocamos a parte de inverno, meia-estação e investe no verão porque o tempo também não colabora.”
* GC CRED2: RENATA SILVA FERREIRA
VENDEDORA

E parece que a estratégia está dando resultado.

// SONORA - CLAUDIA // “Eu acho que tá atraindo cada vez mais. Agora está acabando o verão e antes de começar o outono e o inverno o pessoal tá querendo desovar os estoques”
* GC CRED: CLÁUDIA ALVES

É hora também de pesquisar e aproveitar o melhor preço.

// SONORA - KATIA // “Hoje em dia o custo de vida tá muito alto, a gente tem que economizar”
* GC CRED: KÁTIA SILVA

// SONORA - CICERO // "Eu fiz várias pesquisas e resolvi comprar aqui"
* GC CRED: CÍCERO JOSÉ

Outro aliado importante dos lojistas são os clientes que passeiam pelo shopping e não resistem às compras.

// SONORA - CLAUDIA2 // “Eu vim no cinema, mas se tiver alguma coisa que me agrada, posso comprar (risos)”
* SONORA SEM GC

Assista ao vídeo no Youtube, clique aqui.

(31/03/2007)

sábado, 24 de março de 2007

BLM Quadrilha florestal

Polícia Federal prende uma quadrilha no Pará acusada de fraudar documentos florestais.
A quadrilha falsificava documentos fiscais que permitiam a exploração e o transporte de madeira.
// RODA VT //
* GC CIDADE: BELÉM
As investigações confirmaram o envolvimento de empresários, despachantes e funcionários públicos na fraude de documentos de origem florestal.
Vinte e cinco pessoas foram presas hoje.
Entre elas dois funcionários da Secretaria de Meio Ambiente do Pará.
São eles o meteorologista Newton Carlos Riker e o engenheiro florestal Ivan da Costa Lobato.
Seis funcionários do Ibama também foram detidos.
O delegado federal Fernando Sérgio de Castro explica o esquema.
// SONORA - DELEGADO //
* GC CRED2: FERNANDO SÉRGIO DE CASTRO
DELEGADO FEDERAL
O proprietário de uma madeireira já foi preso em outra operação contra crimes ambientais.
Mas ele nega envolvimento no caso.
// SONORA - EMPRESÁRIO //
* GC CRED2: ALOÍZIO TEÓFILO
EMPRESÁRIO DETIDO
A polícia apreendeu notas fiscais, disquetes e computadores na capital Belém e em mais seis cidades do interior do Pará.
Este material agora será periciado pela Polícia Federal e pode comprovar a fraude.

(24/03/2007)