domingo, 6 de março de 2016

Experiência de criação de página de Internet para divulgar informes sobre a Regulação Ambulatorial, Protocolos de Atendimento e oferta de vagas do Município de Guarulhos

Resumo
A partir da necessidade de organização e sistematização das inúmeras informações transmitidas periodicamente pela Central de Regulação Ambulatorial (CRA) de Guarulhos às equipes das unidades de saúde foi desenvolvida uma página na Internet em 2011 para que os Atendentes SUS, Gestores e demais profissionais pudessem ter rápido acesso a estes dados.
A implantação desta ferramenta agilizou a forma de divulgação de informes da CRA, permitiu interação entre as equipes de saúde, otimizando o trabalho dos Atendentes SUS e objetivando a redução de filas de espera por cadastramento ou agendamentos incorretos para os pacientes.
Palavras-chave: Regulação, tecnologia, organização do trabalho

Introdução
As Unidades Básicas de Saúde são responsáveis pelo encaminhamento e agendamento de todos os exames e consultas com especialistas solicitados para os pacientes residentes em seus territórios e, pela dimensão territorial, número de serviços executantes de média e alta complexidade e as constantes alterações das referências de atendimento especializado é necessária a sistematização e divulgação de grande volume de informação pela Central de Regulação Ambulatorial a todos os serviços do município.
Até o ano de 2011, a Gerência do Complexo Regulador de Guarulhos encaminhava por email os informes de criação e alteração de agendas dos profissionais dos ambulatórios de especialidades de referência para o município, alterações de equipes, protocolos e fluxogramas de encaminhamento. Estes informes gerados individualmente eram recebidos pelas unidades de saúde quase diariamente e precisavam ser direcionados aos Atendentes SUS para que pudessem modificar ou aprimorar o agendamento ou a solicitação de vaga para o regulador de forma satisfatória. Com o tempo, os profissionais precisavam organizar estas mensagens em pastas físicas e/ou digitais e sua consulta demandava tempo folheando grande número de páginas, prolongando o tempo atendimento ao usuário em caso de alguma dúvida. Também deve considerar-se a possibilidade de falha no recebimento das mensagens pela unidade por diversos motivos ou desorganização destas unidades ao trabalhar com estas informações.

Objetivos
Disponibilizar as informações prestadas pela Central de Regulação de forma sistematizada, com alcance a todos os profissionais responsáveis pelo agendamento de consultas e procedimentos das unidades de saúde em todo o município.
Criar e manter um banco de dados em plataforma digital com as informes produzidas pela CRA.
Possibilitar pesquisa rápida dos fluxos e protocolos de agendamento do município pelos recepcionistas e acompanhamento de suas atualizações e alterações.
Reduzir o tempo de espera do paciente por atendimento na recepção e dos agendamentos incorretos ou inclusão de informações incompletas nas solicitações de vagas reguladas inseridas no sistema SISREG.
Divulgação pelas unidades prestadoras de serviços oferecidos, suas especificidades, horário de funcionamento e outras informações necessárias aos munícipes.
Metodologia
A página da Internet teve primeira versão publicada em 24/08/2011, disponível no endereço (https://sites.google.com/site/regulacaoguarulhos/), com acesso irrestrito a seu conteúdo, contendo os textos dos emails encaminhados pela CRA desde 2010 publicados em formato de postagem.
Para organização de conteúdo, a página principal foi dividida:
·                    Menu lateral com link de acesso a todas as páginas e publicações dividido em seções. A seção de informes recentes no menu tem as publicações classificadas por ordem alfabética de especialidade e serviço para reduzir o tempo de busca pela informação;
·                    Quadro com cronograma de visualização de vagas abertas de primeira vez e retorno no sistema SISREG;
·                    Informações recentes: postagens classificados na tela principal por data, do mais recente para o mais antigo, de alteração de agendas, saída de profissionais das unidades prestadoras, alterações de equipes, fluxogramas de atendimento dos serviços e especialidades;
·                    Formulários: informativo sobre formulários existentes na rede e forma de preenchimento;
·                    Tabelas com códigos de procedimentos SIA-SUS para preenchimento dos formulários;
·                    Informes diversos;
·                    Documentos disponíveis para download: Protocolo Municipal de Regulação e portarias de regulamentação de programas ou fluxos;
·                    Lista de procedimentos regulados;
·                    Preparos de exames inseridos pelas unidades prestadoras no SISREG;
·                    Cadastro de unidades com endereço, telefones, emails, equipe de recepção, mapa e relação de linhas de transporte coletivo para chegar à unidade.
Para sua hospedagem, foi escolhida a plataforma Google, gratuita, além da escolha de layout simples para otimizar sua navegação visto que a rede de Internet das unidades de saúde é lenta e frequentes interrupções de serviço.
 A inclusão de novos informes ou suas atualizações eram realizadas ainda com a publicação dos textos encaminhados pela CRA por email à unidades de saúde ou solicitação de atualização pelas unidades prestadoras.
Resultados
            A página, realizada por iniciativa de profissional de unidade de saúde, foi divulgada inicialmente em reunião com Atendentes SUS da Região III e depois, pautada pelo Departamento de Regulação para apresentação para todo município em reunião com Atendentes SUS de janeiro de 2012.
            Em 2013 o Departamento de Informática e Telecomunicações da Prefeitura de Guarulhos desenvolveu plataforma própria para hospedagem e atualização da página da Regulação. A página foi publicada em outro endereço (http://regulacao.guarulhos.sp.gov.br), passou a ter acesso restrito por login e senha e a ser atualizada pela própria equipe do Complexo Regulador.

Conclusão
O desenvolvimento de ferramentas e tecnologias possibilita a articulação entre serviços de saúde visando o aprimoramento dos processos de trabalho. Destacamos que a ferramenta descrita neste trabalho mostrou-se eficiente em seus objetivos, sendo aprimorada e disponível até o presente.

Referências bibliográficas



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Educação Permanente com Agentes de RH do Departamento da Região de Saúde III do Município de Guarulhos

RESUMO
Os servidores que atuam como administrativos dos departamentos e unidades de saúde desconhecem as rotinas e fluxos de trabalho das equipes de suas unidades adotando procedimentos repassados entre trabalhadores que repetem estas atividades sem oportunidade de refletirem sobre sua atuação. Estes profissionais têm dificuldade de entenderem-se como integrantes do trabalho em saúde embora atuem nos serviços de saúde. Verifica-se a necessidade dos mesmos articularem as políticas de recursos humanos em apoio aos gestores, aperfeiçoem os processos de trabalho com a descentralização da gestão do trabalho no território. Ainda sensibilizar estes administrativos que têm sua produtividade reduzida e sentem-se desmotivados por realizarem atividades fragmentadas sem entendimento de todo o processo. Implantamos um processo de formação do agente de RH através das metodologias ativas com discussões do trabalho para fortalecer a interlocução entre as equipes das unidades, formando uma rede de RH.

PALAVRAS-CHAVE
educação permanente, recursos humanos, significação do trabalho, agente de RH

INTRODUÇÃO
A Secretaria de Administração e Modernização instituiu a figura do Agente de Recursos Humanos no âmbito da administração, através da Portaria n° 092/2006-SAM. A criação deste novo ator teve como objetivo um modelo de gestão baseado na descentralização, agilização dos processos e na qualidade da comunicação interna que visa tornar os procedimentos administrativos mais eficazes. Embora participem de capacitações, parcela significativa destes servidores demonstra desconhecimento de rotinas e fluxos próprios à sua atuação e tendem a reproduzir procedimentos ineficazes e sem critérios bem definidos. Observam-se dificuldades na percepção de pertencimento à equipe de saúde, como membro protagonista, reconhecendo-se como servidor da saúde.

OBJETIVOS
Proporcionar espaços de discussão relacionados à gestão do trabalho e educação em saúde nos Departamentos e Equipamentos de Saúde pertencentes à estrutura administrativa do Departamento da Região de Saúde III. Possibilitar momentos de reflexão, significação e ressignificação do trabalho em saúde para o servidor na área de recursos humanos, especificamente o agente de RH. Formação de agentes de RH mais resolutivos, capazes de sanar dúvidas nas próprias unidades e consequentemente reduzir a demanda e contatos diversos com as sedes administrativas às quais estão vinculadas. Qualificar a atuação dos Agentes de RH da rede de saúde nos processos de trabalho alinhados com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

METODOLOGIA
A metodologia utilizada é a da aprendizagem baseada em problemas e da aprendizagem significativa que agregam instrumentos e estratégias que possibilitam espaços democráticos de diálogo e compartilhamento de saberes produzindo uma síntese dos conhecimentos do grupo propicia a construção coletiva no modo de produzir saúde. O processo ensino-aprendizagem ativo possibilita a apreensão de novos conhecimentos; promovendo desta forma a implementação de processos de Educação Permanente em encontros periódicos (bimestrais) dos Agentes de RH das unidades de saúde e da sede do Departamento da Região de Saúde III. Nos encontros são discutidos os processos de trabalho com metodologia construtivista em que os servidores reunidos em pequenos grupos reflitam sobre suas práticas a partir de um tema escolhido previamente para a pauta de reunião. Podem ser utilizados pequenos textos, músicas, relatórios ou vídeos como disparadores de reflexão e discussão.

RESULTADOS
Exemplificamos reunião de 28/10/2015 realizada na Sede do DRS III em que na pauta estava prevista a discussão do novo método sendo avaliada positivamente pelos participantes presentes. Na dinâmica realizada, os administrativos apontaram em tarjetas assuntos que desejariam maior aprofundamento e orientações, depois agrupadas em temas e cada participante votando em dois temas. O controle de ponto eletrônico (15 pontos) e o retrabalho/padronização dos fluxos (8 pontos) foram temas com maior quantidade de votos, conforme figura 1.


Figura 1 - Tarjetas agrupadas com temas discutidas pelos administrativos presentes em reunião de 28/10/2015.

Ao final da reunião foi aplicada enquete com participação voluntária dos presentes com questões sobre duração das reuniões e compromisso com a agenda e quesitos sobre a pertinência dos temas e aproveitamento pelos agentes de RH, disponíveis no Anexo I. Nas 13 respostas coletadas, 92,3% indicam que os participantes valorizaram agenda, 84,6% que a reunião teve duração adequada, a maioria aponta que os itens pauta, aplicabilidade à rotina, conhecimentos e facilidade de entendimento sobre os temas são pertinentes ou estão alinhados com a rotina. A maioria também assinala que foi possível obter novos conhecimentos, didática utilizada, comunicação objetiva, assimilação dos assuntos pelos demais participantes, aplicação prática, relação com os demais agentes e auto avaliação de sua participação foram boas ou excelentes, conforme gráficos de resultados no Anexo II. Como comentários deixados destacamos que a reunião é oportunidade de aproximação dos colegas; construção de conhecimento através de estratégias de otimização de rotinas; gestão do conhecimento.

CONCLUSÃO
Nas falas dos participantes evidenciamos que o projeto pode proporcionar-lhes possibilidades de ressignificações dos processos de trabalho em saúde, tendo sempre em vista a indissociabilidade entre as vertentes Educação, Gestão e Assistência a fim de construir um SUS mais forte, eficiente e humano.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALBRECHT, LD; KRÜGER, V. Metodologia tradicional x Metodologia diferenciada: a opinião de alunos. Encontro de Debates sobre o Ensino de Química, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Ijuí, 2013.
CECCIM, RB. Educação Permanente em Saúde: descentralização e disseminação de capacidade pedagógica na saúde. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 4, dez. 2005.
CYRINO, EG; TORALLES-PEREIRA, ML. Trabalhando com estratégias de ensino-aprendizado por descoberta na área da saúde: a problematização e a aprendizagem baseada em problemas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n. 3, jun. 2004.
FARIAS, PAMD; MARTIN, ALDARM; CRISTO, CS. Aprendizagem Ativa na Educação em Saúde: Percurso Histórico e Aplicações. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 39, n. 1, p. 143-58, 2015.
MARIN, MJS et al . Aspectos das fortalezas e fragilidades no uso das metodologias ativas de aprendizagem. Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro, v. 34, n. 1, mar. 2010.
MITRE, SM et al . Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 13, supl. 2, dez. 2008 .
RIBEIRO, ECO; MOTTA, JIJ. Educação permanente como estratégia na reorganização dos serviços de saúde. Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, n. 12, p. 39-44, jul. 1996.

Acesse o trabalho completo (PDF)


Relato de experiência de dimensionamento populacional para unidade básica de saúde com estratégia de saúde da família

RESUMO
O presente trabalho relata a vivência da contagem populacional da área de abrangência de um novo equipamento de saúde, com cinco equipes de estratégia de saúde da família, com o intuito de reconhecer e quantificar o território proporcionando um dimensionamento adequado da população e os profissionais da equipe da atenção básica, favorecendo um planejamento de assistência a saúde de qualidade.

PALAVRAS-CHAVE
área de abrangência, territorialização, dimensionamento

INTRODUÇÃO
A Estratégia Saúde da Família é composta por equipe multiprofissional que possui, no mínimo, médico generalista ou especialista em saúde da família, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS), pode-se acrescentar a esta composição, os profissionais de saúde bucal cirurgiãodentista auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal. O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população cadastrada, com um máximo de 750 pessoas por agente e de 12 ACS por equipe de Saúde da Família, não ultrapassando o limite máximo recomendado de pessoas por equipe. O Processo de territorialização é um dos pressupostos básicos do trabalho da ESF, essa tarefa adquire pelo menos três sentidos diferentes e complementares: de demarcação de limites das áreas de atuação dos serviços; de reconhecimento do ambiente, população e dinâmica social existente nessas áreas; e de estabelecimento de relações horizontais com outros serviços adjacentes e verticais como centros de referência, no planejamento, e em consonância com o princípio da equidade; na integralidade em todos os seus aspectos; nas relações de vínculo e responsabilização entre as equipes e a população adscrita, garantindo a continuidade das ações de saúde e a longitudinalidade do cuidado, na avaliação e acompanhamento sistemático dos resultados alcançados, nesse sentido, o uso do conceito de território pode contribuir para o planejamento e tomada de decisões na atuação diária dessas equipes. O território é um espaço, com suas singularidades, o reconhecimento desse território marcado por uma população específica vivendo em tempo e espaço singulares, deve ser compreendido por profissionais e gestores levando em consideração os problemas e necessidades de saúde determinantes.

OBJETIVO
Reconhecer e delimitar a área de abrangência de uma unidade básica de saúde com estratégia de saúde da família com cinco equipes de saúde.

METODOLOGIA
O trabalho foi idealizado a partir da necessidade de identificar e reconhecer o território de abrangência devido a criação de um novo equipamento de saúde, sendo uma unidade básica, com estratégia de saúde da família com capacidade de comportar cinco equipes de saúde. A população estimada no bairro onde está localizada a unidade básica de saúde segundo dados do IBGE de 2010 era de 22.904 pessoas, e a projeção para 2013 de 24.354. Os profissionais contratados para compor a equipe dessa unidade realizaram junto coma a região de saúde III, e a secretária de saúde com o departamento de articulação das redes de atenção a saúde, uma contagem da população da área da abrangência utilizando 29 setores censitários, visitas realizada por quadras e suas faces, identificando o número de moradores, a quantidade de casas atendidas, fechadas, vagas e em construção, salões, terrenos vazios e empresas. Assim, identificar o número de pessoas sus dependentes, reconhecendo também o perfil socioeconômico e epidemiológico do território. Após realizar o dimensionamento populacional entre as equipes de saúde, atentando-se para o cumprimento do que é estabelecido pelo ministério da saúde, de forma organizada e compartilhada com os membros da atenção básica.

RESULTADOS
A contagem populacional demostrou uma diferença entre o estimado pelo IBGE para 2013, encontramos um total de 27.932 pessoas no ano de 2014, considerando esse número apenas das casas atendidas em um total de 8.590 casas atendidas, enquanto, que o número de casas fechadas foi de 452, casas vagas 551, casas em construção 164, e de terrenos vazios 319, salões vagos 247 e de empresas 1.196. O resultado final do cadastramento dos usuários pela equipe de saúde ainda não pode ser analisado de forma profunda, pois ocorreu uma mudança de sistemas para realização do cadastro, antes era usado um sistema denominado SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica) que alcançamos um total de usuários cadastrados em torno de 17.000, porém podemos na época identificar que até o momento, o número de indivíduos vinculados estava em consonância com o preconizado pelo ministério da saúde, e o novo sistema de informação utilizado pelo ministério da saúde denominada Esus, ainda está ocorrendo o cadastro dos pacientes.

CONCLUSÃO
Concluímos que esse trabalho propiciou um reconhecimento adequado do território da unidade básica de saúde, possibilitando um planejamento eficiente nos dimensionamento populacional, favorecendo as tomadas de decisões da gestão em relação a otimizar a assistência a saúde, conforme preconizado pelo ministério da saúde.

REFERÊNCIAS
Machado, M.C.; Araújo, A.C.F.; Dantas, P.J.; Lima, A.O.M.; Lima, T.A.S.; Sarmento,C.L. Territorializaçãocomo Ferramenta para a Prática de Residentes em Saúde da Família: Um relato de experiência. Revista deEnfermagem -UFPE on line. 2012 Nov;6(11):2851-7. 
Silva, G.M. Estudo para conhecimento e delimitação da área de abrangência de uma equipe de saúde da famíliaassistido pelo geoprocessamento. UFMG,2002.Acesso em 19/12/2015: www.http://dab.saude.gov.br/portaldab/smp

Relato da experiência com Matriciamento em psiquiatria nas Unidades Básicas de Saúde

RESUMO
Esse trabalho descreve a experiência do matriciamento com a especialidade médica psiquiatria com as unidades básicas de saúde da região III São João – Bonsucesso, tendo como objetivo ampliar e qualificar o acesso do paciente a rede de atenção psicossocial.O trabalho ocorreu com encontros entre a especialidade médica psiquiatria, equipe da atenção básica, equipe de apoio (NASF / NAAB) e CAPS, para as discussões de casos e de forma compartilhada construir a terapêutica para cada paciente, de forma a possibilitar a integralidade da assistência a saúde, onde os profissionais envolvidos

PALAVRAS-CHAVE
matriciamento, redes de atenção, clínica compartilhada

INTRODUÇÃO
O matriciamento consiste em uma nova forma de pensar saúde, onde duas ou mais equipes de forma colaborativa e compartilhada constroem uma proposta de intervenção terapêutica, esse processo permite ainda a troca de saberes pela equipe multiprofissional envolvida, favorecendo a aproximação entre as especialidades e a atenção primária. (Ministério da Saúde, 2011) A clínica ampliada segundo ministério da saúde é o desfio de ver o paciente de modo singular, onde todos os envolvidos assumem a responsabilidades sobre os usuários dos serviços de saúde, quando necessário busca ajuda intersetorial, reconhece e estabelece troca de saberes entre os profissionais de saúde, assumindo um compromisso ético profundo. As Redes de Atenção à Saúde (RAS) é um sistema para organizar as ações de saúde, de forma a garantir a integralidade do cuidado, com a intenção de uma maior eficácia na gestão a saúde, para contribuir para o avanço do processo de efetivação do SUS. (Ministério da Saúde, 2010).

OBJETIVO
Ampliar e qualificar o acesso dos usuários do sus a rede de atenção psicossocial, promovendo uma saúde mental de qualidade.

METODOLOGIA
O Departamento Regional de Saúde São João – Bonsucesso com a participação dos profissionais técnicos que constituem a referência de núcleo de apoio a atenção básica, a rede de atenção psicossocial, a regulação de especialidades, gerência técnica e a diretora do departamento, propuseram e articularam um método de trabalho para o matriciamento entre os médicos psiquiatras e a unidades básicas de saúde. O primeiro encontro realizado tinha como foco sensibilizar os profissionais médicos das unidades de saúde sobre a realidade da saúde mental em nosso território, encontro conduzindo pelos médicos psiquiatras da especialidade com presença também do CAPS, as reuniões subsequentes foram agendados no território da atenção primária, com a participação da equipe da unidade (médicos, enfermeiros, atendente SUS, agente comunitário de saúde), a especialidade psiquiatria e profissionais da equipe NASF e NAAB. Nesses encontros foram realizados discussões dos casos, onde os profissionais apresentavam para os demais, o histórico do paciente, bem como anamnese dos pacientes que haviam sido encaminhados para psiquiatria e aguardam vaga para agendamento da consulta.

RESULTADOS
As reuniões de matriciamento propiciaram aos profissionais participantes a possibilidade de reconhecer os pacientes que necessitam de atenção psicossocial, identificar o funcionamento do trabalho em rede e por muitas vezes de forma intersetorial, bem como realizar a clínica compartilhada e a importância da família na terapêutica do paciente, promovendo uma atenção a saúde de forma integral. A ampliação do acesso foi um dos resultados desse trabalho, onde atualmente cerca de 700 pacientes realizam acompanhamento compartilhado com a especialidade e a equipe da atenção básica, onde nesse momento apenas dispomos de vinte horas da especialidade de psiquiatria na região de saúde São João – Bonsucesso, qualificando o acesso para os pacientes que apresentam agravo a saúde mental e permitindo acompanhamento de forma periódica. A realização desse novo processo de trabalho iniciado a aproximadamente há um ano favoreceu a aproximação da especialidade com a atenção básica, tendo sido realizado até o momento dezessete encontros no território para o matriciamento, nesses discutidos 432 casos.

CONCLUSÃO
Concluímos que o desenvolvimento desse trabalho estreitou as relações de trabalho, fomentando a importância do trabalho em rede de atenção, ampliando o olhar para a clínica compartilhando e que dessa forma garantiu aos pacientes acesso a uma assistência qualificada.

REFERÊNCIAS
Guia prático de matriciamento em saúde mental / Dulce Helena Chiaverini (Organizadora) [et al.]. [Brasília, DF]:Ministério da Saúde: Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 2011.
Matriciamento em saúde mental na Atenção Primária: uma revisão crítica (2000-2010) Karen Athié. Universidadedo Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Sandra Fortes. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). PedroGabriel Godinho Delgado. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 
Psiquiatria no século XXI: transformações a partir da integração com a Atenção Primária pelo matriciamento. Sandra Fortes, Alice Menezes, Karen Athié, Luiz Fernando Chazan, Helio Rocha, Joana Thiesen, Celina Ragoni,Thiago Pithon, Angela Machado. 
MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria-Executiva Núcleo Técnico da Política Nacional de HumanizaçãoHumanizaSUS A CLÍNICA AMPLIADA Série B. Textos Básicos de Saúde Brasília ? DF 2004 © 2004Ministério da Saúde.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Estratégia e ferramentas de comunicação para gestão do conhecimento na produção de informação em saúde: relato de experiência e discussão

Especialização em Gestão do Trabalho e Educação em Saúde. (Carga Horária: 400h). 
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, FCMSCSP, Brasil. 
Título: Estratégia e ferramentas de comunicação para gestão do conhecimento na produção de informação em saúde: relato de experiência e discussão
Orientador: Selma Patti Spinelli


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